terça-feira, 23 de junho de 2009
A HISTÓRIA DAS COISAS
segunda-feira, 22 de junho de 2009
A VIDA DAS COISAS
terça-feira, 16 de junho de 2009
Mercosul: Juventude preocupada pelo futuro profissional
16/06/2009 - 02h06Por Natalia Ruiz Díaz, da IPS
Assunção, 16/96/2009 – A incerteza profissional centraliza a preocupação dos jovens do Mercado Comum do Sul (Mercosul), que têm um papel protagonista no desenvolvimento de seus países. Esta é a conclusão preliminar de um estudo que aborda a realidade da população juvenil do bloco. O escritório paraguaio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) apresentou na semana passada o Informe Regional de Desenvolvimento Humano (IRDH) do Mercosul, elaborado a partir de estudos específicos, entrevistas e pesquisas com jovens dos quatro membros plenos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
“Qualquer problema a enfrentar e resolver em nossas sociedades tem de partir do reconhecimento do papel protagonista dos jovens no desenvolvimento”, disse à IPS Fernando Calderón, coordenador do IRDH. Os dados que se depreende do informe indicam que no Mercosul vivem 63 milhões de jovens, 27% dos habitantes dessa sub-região. Este setor concentra mais de um terço da população economicamente ativa e suporta um desemprego urbano de 25%, quase duas vezes maior do que a media geral, de 13%. Pelo menos dois em cada cinco trabalham no setor informal da economia.
A questão trabalhista, dessa forma, coloca-se no centro das preocupações juvenis em todas as cidades examinadas (Rio de Janeiro, Assunção, Buenos Aires e Montevidéu). Marcos Peralta, paraguaio de 22 anos, cursa o último semestre de psicologia. Desde que começou a faculdade estabeleceu como meta encontrar trabalho relacionado com sua futura profissão, mas até agora isso foi impossível. Hoje continua ajudando seus pais na padaria que possuem e que lhe permite pagar os estudos. “Paralelamente às aulas, creio que não houve painel nem seminário do qual tenha deixado de participar. Mas agora me preocupa não encontrar um lugar para trabalhar que me agrade”, disse à IPS.
A Análise sugere a existência de uma tensão crescente entre a consciência do direito à educação, com um acesso cada vez maior as novas tecnologias da comunicação, e a incerteza sobre um futuro de inclusão plena no mercado de trabalho. “Ninguém tem segurança de ter emprego por mais instrução que tenha. Hoje em dia, o mercado profissional tende a ser incerto e as possibilidades de inserção são cada vez mais difíceis, segundo os níveis de educação e preparo”, disse Calderón. Os jovens se ligam cada vez mais às transformações da sociedade, pelo conhecimento das comunicações e da informação a uma velocidade crescentemente acelerada com relação aos adultos e aos idosos.
Segundo Calderón, o monopólio do poder que se dava em termos de idade, como do pai e da mãe sobre os filhos, ou dos professores sobre os alunos, tende a se romper, porque os jovens aprendem cada vez mais. A grande maioria da população juvenil da região está alfabetizada e completou o ensino primário. Dependendo do país, entre 40% e 60% se conectam à Internet mais de uma vez por semana. Outro aspecto que esteve sob a lupa dos pesquisadores foi o olhar juvenil sobre a política. Por um lado, constatou-se um protagonismo crescente deste setor no plano político, e, por outro, a desconfiança em relação às instituições tradicionais.
Em média, mais de 80% do total de entrevistados desconfiam do governo, dos partidos políticos, dos sindicatos, da polícia e da justiça. Por outro lado, a maior confiança repousa em instituições não políticas, como centros educacionais, meios de comunicação organizações não-governamental e igrejas. Os jovens que não vêm nos partidos formas atraentes de atividade política, mostram-se dispostos à ação solidária e voluntária em suas comunidades. “Esta capacidade de ação dos jovens passa por sua capacidade de transformar necessidades em metas, e estão nessa direção. Se não se atender esse problema, o horizonte é de conflito, caos e atraso no desenvolvimento”, disse Calderón.
Uma das recomendações que o informe pode fornecer – acrescentou – seria a necessidade de fortalecer em todo sentido a ação do Estado, em função e com participação da juventude. A vice-ministra da Juventude do Paraguai, Karina Rodríguez, destacou que neste país nunca houve um investimento suficiente para o diagnostico da situação da juventude, por isso, muitas vezes as medidas implementadas como políticas públicas estão dirigidas às urgências e necessidades imediatas. “Este estudo nos dá um parâmetro científico para transcender as urgências”, concluiu.
Os trabalhos para o estudo começaram em 2008 e ainda não há data certa para sua publicação. No momento estão sendo feitas entrevistas com aproximadamente 600 lideres juvenis. Calderón disse que a obtenção de novos dados consumirá mais um ano. A evolução do Índice de Desenvolvimento Humano aumentou consideravelmente na América Latina, em geral, entre 1980 e 2006. Do conjunto da região, o país que mais rapidamente evoluiu é o Brasil. O IDH é um indicador social obtido através da combinação de dados estatísticos nacionais referentes a expectativa de vida ao nascer, alfabetização e matrícula nos três níveis de ensino, e produto interno bruto por pessoa.
Mas, apesar dessa evolução, a região enfrenta fortes problemas estruturais de desigualdade, pobreza e crise na vida cotidiana dos jovens. O informe preliminar diz que entre 1990 e 2002 a proporção de jovens pobres passou de 43% para 41%, enquanto na população total a pobreza caiu de 48% para 44%. A taxa de assassinatos juvenis duplica a da população total dos quatro países, e os suicídios de jovens são 23% maiores do que a média geral. Um jovem latino-americano tem probabilidade 30% maior de ser assassinado do que um europeu. IPS/Envolverde
Retirado do site: Envolverde/IPS
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Quem quer ser bilionário? por Mario Persona
Bill Gates deu um conselho: doe seu dinheiro. Achei o conselho ótimo, apesar de não me enquadrar nem entre os que devem doar, nem entre os que devem receber. Na verdade é um conselho de bilionário para bilionário, nada a ver comigo.
Não que eu não pudesse ser um, até poderia. Afinal, eu e o Bill nascemos no mesmo ano de 1955, eu em fevereiro e ele em outubro, o que me dá uma vantagem de oito meses sobre ele. Só não estou bilionário porque isso não fazia parte de meu plano de carreira.
A verdade é que nunca quis ser bilionário e nem milionário. Centenário? Também não, eu me sentiria velho. Ser bilionário traria mais problemas do que soluções. Primeiro, eu nunca saberia quando parar de ganhar, e não acredito que algum bilionário saiba. Quando perguntaram a John D. Rockefeller quanto dinheiro era suficiente, ele respondeu: "Só mais um pouquinho".
Quem tem muito dinheiro precisa também aprender novos parâmetros. Quando meus filhos eram pequenos e pediam algum brinquedo, eu convertia o preço em revistas Veja para eles terem uma noção do valor. Hoje, já crescidos, a coisa virou piada e não raro eles brincam comigo: "Por que não compra essa camisa, pai? São só 10 Vejas". Caso eles estejam lendo, aqui vai: um bilionário pode comprar 112.359.550 revistas Veja.
Embora admire Bill Gates, eu não queria estar na pele dele, e isso não é por causa das sardas. O fato é que jamais serei como ele, o homem mais rico do mundo e dono da Microsoft, isso eu garanto. Se eu fosse ele, como iria explicar que desisti de usar o Windows Vista e voltei ao velho e bom Windows XP? Ou que escrevo esta crônica no BR-Office, porque meu Microsoft Word ainda não aprendeu a nova ortografia? Seria constrangedor.
Porém, o fato de eu ter decidido não ser bilionário não me impede de fazer doações. Por isso estou doando dois de meus livros esgotados, "Marketing de Gente" e "Marketing Tutti-Frutti", que agora podem ser baixados grátis em formato digital ou e-book. Se preferir ler em formato impresso, vai pagar pelo custo da produção sob demanda, no www.clubedeautores.com.br, www.lulu.com e em breve também em www.amazon.com.
Bilionários atraem a inveja das pessoas e até ameaças. Sabia que já fizeram dois filmes chamados "Kill Bill"? Outro problema que os bilionários têm, e eu não, é precisar fugir dos paparazzi, pedidos de doações e vendedores de rifa de Ferrari. Divulgar o telefone ou dizer onde moram, então, nem pensar!
Sir Paul McCartney, outro bilionário, ficou fulo quando soube que sua casa podia ser vista no Street View do Google Earth e Google Maps. Seus advogados exigiram que a Google tirasse a casa de lá. Paul mora em Londres e eu moro em Limeira, interior de São Paulo. Se eu exigir isso vão rir de mim.
Mesmo que eu decidisse falar com a Google, antes precisaria ter a permissão dos outros condôminos, pois moro em um prédio de apartamentos. Se você já participou de uma reunião de condomínio sabe que há mais chances do Bin Laden se casar com Tzipi Livni, a ministra das relações exteriores de Israel, do que os condôminos chegarem a um consenso.
Já posso até ver algum vizinho alegando que se o Google tirar o prédio do mapa seus amigos não encontrarão o caminho para visitá-lo. Outro, que usa GPS, vai achar que o mapa é o mesmo e aí nunca mais vai conseguir voltar para casa. É claro que terá também alguém dizendo que fazer o prédio sumir do mapa só vai deixar o meu endereço mais fácil de ser encontrado. Qualquer um que pedir informações vai receber a dica:
-- O endereço do Mario Persona? Fácil! Entre no Google Maps, digite 'Limeira' e procure o prédio que está faltando.
Retirado do site: www.mariopersona.com.br
Leia mais: http://www.compulsivo.com.br/2008/09/posts-resumidos-no-blogspot-sem.html#ixzz179Fbx2MS
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
Não que eu não pudesse ser um, até poderia. Afinal, eu e o Bill nascemos no mesmo ano de 1955, eu em fevereiro e ele em outubro, o que me dá uma vantagem de oito meses sobre ele. Só não estou bilionário porque isso não fazia parte de meu plano de carreira.
A verdade é que nunca quis ser bilionário e nem milionário. Centenário? Também não, eu me sentiria velho. Ser bilionário traria mais problemas do que soluções. Primeiro, eu nunca saberia quando parar de ganhar, e não acredito que algum bilionário saiba. Quando perguntaram a John D. Rockefeller quanto dinheiro era suficiente, ele respondeu: "Só mais um pouquinho".
Quem tem muito dinheiro precisa também aprender novos parâmetros. Quando meus filhos eram pequenos e pediam algum brinquedo, eu convertia o preço em revistas Veja para eles terem uma noção do valor. Hoje, já crescidos, a coisa virou piada e não raro eles brincam comigo: "Por que não compra essa camisa, pai? São só 10 Vejas". Caso eles estejam lendo, aqui vai: um bilionário pode comprar 112.359.550 revistas Veja.
Embora admire Bill Gates, eu não queria estar na pele dele, e isso não é por causa das sardas. O fato é que jamais serei como ele, o homem mais rico do mundo e dono da Microsoft, isso eu garanto. Se eu fosse ele, como iria explicar que desisti de usar o Windows Vista e voltei ao velho e bom Windows XP? Ou que escrevo esta crônica no BR-Office, porque meu Microsoft Word ainda não aprendeu a nova ortografia? Seria constrangedor.
Porém, o fato de eu ter decidido não ser bilionário não me impede de fazer doações. Por isso estou doando dois de meus livros esgotados, "Marketing de Gente" e "Marketing Tutti-Frutti", que agora podem ser baixados grátis em formato digital ou e-book. Se preferir ler em formato impresso, vai pagar pelo custo da produção sob demanda, no www.clubedeautores.com.br, www.lulu.com e em breve também em www.amazon.com.
Bilionários atraem a inveja das pessoas e até ameaças. Sabia que já fizeram dois filmes chamados "Kill Bill"? Outro problema que os bilionários têm, e eu não, é precisar fugir dos paparazzi, pedidos de doações e vendedores de rifa de Ferrari. Divulgar o telefone ou dizer onde moram, então, nem pensar!
Sir Paul McCartney, outro bilionário, ficou fulo quando soube que sua casa podia ser vista no Street View do Google Earth e Google Maps. Seus advogados exigiram que a Google tirasse a casa de lá. Paul mora em Londres e eu moro em Limeira, interior de São Paulo. Se eu exigir isso vão rir de mim.
Mesmo que eu decidisse falar com a Google, antes precisaria ter a permissão dos outros condôminos, pois moro em um prédio de apartamentos. Se você já participou de uma reunião de condomínio sabe que há mais chances do Bin Laden se casar com Tzipi Livni, a ministra das relações exteriores de Israel, do que os condôminos chegarem a um consenso.
Já posso até ver algum vizinho alegando que se o Google tirar o prédio do mapa seus amigos não encontrarão o caminho para visitá-lo. Outro, que usa GPS, vai achar que o mapa é o mesmo e aí nunca mais vai conseguir voltar para casa. É claro que terá também alguém dizendo que fazer o prédio sumir do mapa só vai deixar o meu endereço mais fácil de ser encontrado. Qualquer um que pedir informações vai receber a dica:
-- O endereço do Mario Persona? Fácil! Entre no Google Maps, digite 'Limeira' e procure o prédio que está faltando.
Retirado do site: www.mariopersona.com.br
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Quem sou eu
- Roberto Lima
- Consultor em Gestão Empresarial e Responsabilidade Social, 42 anos, casado com Leila, pai de Rebeca e André. É Coordenador Executivo de Projetos da ABRIMPE - www.abrimpe.org.br. Professor coordenador da Oficina de Gestão de Micro e Pequena Empresa. Professor voluntário do curso de especialização em Gestão Sistêmica Baseada nos Valores Humanos pela FDA - www.fda.org.br.